segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O AMANHECER DAS CASAS





As casas amanhecem. 

O amanhecer das casas nas manhãs de segunda-feira é preguiçoso. Ainda podemos sentir os sabores do final de semana - inclusive, o leve amargor do final do domingo. É preciso circular e abrir todas as janelas e portas para que a energia da nova semana possa entrar, ao mesmo tempo que a energia da semana que passou possa sair.

Antes de começar o dia, sempre faço uma pequena oração. Principalmente, de agradecimento pelo dia que passou e o o novo dia que começou. Depois, as únicas coisas que eu peço é que todos tenham saúde, pois aprendi que rezar pelos outros, esperando que aquilo que nós consideramos que seja o melhor para eles aconteça, é uma atitude irresponsável. Melhor é não arriscar, pois ninguém compreende os caminhos que cada um precisa traçar.

Mas não faz mal pedir que haja um pouco mais de paz nas casas em todo o mundo: nas casas que guardam bombas sem saber sobre quais cabeças elas explodirão. Nas casas que abrigam famílias que não mais se entendem. Nas casas onde as pessoas já perderam todas as esperanças e não acreditam mais que algo de bom possa acontecer. Nas casas onde as pessoas perderam totalmente a fé. Nas casas onde ninguém mais se importa com o que poderá acontecer aos outros seres humanos que cruzam com eles nas ruas, desde que os seus objetivos pessoais e egoístas sejam atendidos e que sua causa nem sempre tão justa assim seja alcançada. Peço que haja um pouquinho de paz nas cabeças daqueles que deflagram revoluções sem nem sequer saber o que reivindicam. 

Gostaria que estas pessoas parassem para se colocar um pouco no lugar do outro, que a essa hora, pode estar sofrendo devido a um ato impensado que eles praticaram. Que antes de praticar atos insensatos, as pessoas possam, mentalmente, penetrar nas casas das outras pessoas e perceber que elas tem famílias, que amam e são amadas, que tem suas necessidades, sofrem, sentem dores (físicas e emocionais), que tem tanto direito de estar aqui quanto elas. Somente quando houver solidariedade com aqueles que vivem em outras casas, e respeito pelo direito que eles tem de viver e sonhar, haverá um pais-casa melhor para todos.

Não é através da desumanização que conseguiremos um país e um mundo mais humanos.





Um comentário:

  1. Querida Ana, boa tarde!
    Como é bom passar pela tua casa, e olha logo fui entrando, me sentando nesse sofá onde vc esconde borboletas e fadas e logo achei um pergaminho tão bem delineado que trazia um texto sobre o auroras e casas e tudo que esse momento representa.
    Lindo e gratificante sua palavras.
    Você é um ser humano admirável.

    bj da amiga de sempre... A Lu!! rs
    agora que tal a gente tomar um suco? rss

    :)

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