quinta-feira, 12 de junho de 2014

De Madrugada





De madrugada a vida continua. A casa semi-escurecida e silenciosa não dorme jamais. Os fantasmas brincam de esconde-esconde entre as colunas, e riem enquanto eu passo. Esquento o chá de limão e mel, e massageio seu tórax agoniado.

Vou passando e acendendo as luzes. Chega o sol, e me salva. Vapores de neblina escapam do muro de hera, em direção ao céu. Começam os ruídos do dia - cortadores de grama, carros, pessoas, outros cães. Desperto da minha semi-insônia, agradecida pelo ar que ainda respiras.


4 comentários:

  1. Lindo e agradecido poema!! beijos,tudo de bom,chica

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  2. E que na proxima madrugada, ele respire melhor...

    Beijos...

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  3. Bom dia!
    Lindo texto.Todos os dias guando acordo,agradeço a Deus por mais um dia.
    Beijinhos.

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  4. Que linda essa postagem Ana... Tão linda que se torna mágica.
    bj

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