sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Chuva!...


Após tantos meses de seca, a chuva parece que veio para ficar alguns tempo. E a casa e o jardim agradecem! Já vejo sinais de recuperação no gramado, e as flores voltam a ter viço. Os passarinhos também resolveram aparecer, livres do calor abafado de antes. 

Só meus dois cães não parecem muito satisfeitos com a chuvarada, pois não os deixo correr pelo jardim debaixo de chuva; ainda são pequenos, e tenho medo que adoeçam. Haja brincadeiras para mantê-los calmos e ocupados!

Todo dia, quando abro a porta da área de serviço (local onde eles passam a noite) não sei o que vou encontrar... hoje de manhã, por exemplo, o saldo - além de muito xixi - foi:


Leona


-Um cabo de vassoura roído
-O fio do ferro de passar roído
-A capinha do botijão de gás rasgada
-Uma caixa de papelão picada

Fora os outros dias...
Mas quem optou por ter dois cães bebês ao mesmo tempo, sabia muito bem onde estava se metendo...

Mas há o consolo de que um dia, eles vão crescer... e daqui a algum tempo, a chuva vai parar e eles poderão correr e brincar lá fora novamente, gastando toda a energia represada que eles tem... nas minhas pobres plantinhas... ai, ai...


Mootley



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ACORDAR



Ouço os acordes do meu acordar. São tantos pássaros cantando na mata em frente à casa!... Deixo-me despertar aos pouquinhos, envolvida pelas suas melodias na manhã de segunda-feira. Eu penso: "Como somos capazes de nos sentirmos tristes diante de tanta beleza e de tanta abundância? 

Minha amiga Sandra enviou-me um vídeo baseado em um texto de Osho, no qual ele diz que bastaria uma simples rosa e a vida já seria encantada, mas há uma infinidade de flores, com todos os formatos, cores e perfumes... e há pássaros, animais, plantas, estrelas, planetas, galáxias, tudo em um número incalculável! Como sentir-se vazio?

Sábado à noite, fui a um encontro Espírita no centro Fraternidade Francisco de Assis, aqui em Petrópolis. Assim que cheguei, alguém me acolheu e me disse: "Jesus te ama! Você é amada!" Como foi importante ouvir aquilo... Pensei na sincronicidade da vida e dos acontecimentos, e no quanto a vida tenta nos enviar suas mensagens, e ela tenta muito... pena que nem sempre a escutamos. Durante todo o evento, pareceu-me que alguém tinha escolhido as palavras exatas que eu vinha precisando escutar. E eu escutei.

Apesar de não seguir nenhuma religião regularmente, simpatizo-me muito com alguns dos preceitos do Espiritismo, da Wicca e do Budismo. No meu cadinho, misturo o que me faz bem. Disse uma vez que a minha religião é a natureza, e é a mais pura verdade. Para mim, escutar os passarinhos, o barulho de um rio correndo, o beijo do vento nas folhas, meus cães brincando no jardim, a chuva caindo, enfim, escutar os sons da natureza, é escutar Deus.

Acordo, nesta manhã de segunda-feira, sentindo-me agradecida e renovada. Agradeço a Deus por tudo: pelo meu marido, pela minha casa, pelas pessoas que passaram e passam na minha vida, pelo meu trabalho, pelos meus escritos - que são a minha forma de contribuição à vida. Para mim, eles são a minha obra, aquilo que deixarei quando eu for embora, e se apenas uma das coisas que escrevi fizerem a diferença na vida de uma pessoa, terei cumprido a minha missão.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

PREGUIÇA

Mootley, o pretinho, ao lado de Leona


Eu juro que eu ia arrumar tudo hoje. Acordei pensando no aspirador de pó, e na poeirinha sobre a prateleira da sala. Pensei que a roupa que coloquei ontem à tarde no varal estaria no ponto para ser passada. O quintal poderia ser varrido também.

Mas me deu preguiça.

Sentei-me lá fora no jardim com um livro, e o meu cãozinho Mootley veio pedir colo. Nós até o apelidamos de "Good night", pois ele sempre quer dormir: basta um colinho, e ele ajeita a cabecinha no nosso ombro - ou na nossa barriga, ou no nosso antebraço - e dorme o sono dos justos e inocentes... por isso, eu não arrumei a casa como deveria ter feito.

Por isso, a roupa ainda não foi passada, e nem será passada hoje. Quem sabe, amanhã...

A casa também é feita dos hiatos da preguiça. Eles nos livram da perfeição. Através deles, nós podemos ser seres humanos normais, que às vezes não tem vontade de fazer nada. Casas não deveriam ser extremamente limpas e organizadas, ou ficam parecidas com aquelas casas de revistas, arrumadas para serem fotografadas ou impressionar os outros. Organização excessiva é quase tão patológica quanto desorganização excessiva, eu penso.

Mas quando estou patologicamente organizada, deixo-me ser assim. Fica tudo um brinco, e aquela pisada com a sola do sapato molhado no chão da sala me irrita. Corro para pegar um pano para secar. Um copo deixado sobre a mesa de centro pode virar motivo para uma pequena discussão caseira, e farelos sobre a toalha da mesa podem acabar em suspiros irritados. 

Mas hoje não; hoje é meu dia de sentir preguiça, e por este motivo, a casa vai ficar como está. Hoje, eu só fiz a cama. E fui cama para o Mootley.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Quem Não Queria Uma Casa Assim?





Hoje posto aqui o mesmo texto que postei em um de meus outros blogs, o Passagem. É um poema de Manoel de Barros. Uma homenagem.

E quem não queria uma casa assim, como a que ele descreve?



Senhor, ajudai-nos a construir a nossa casa
Com janelas de aurora e árvores no quintal -
Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores
E ao crepúsculo fiquem cinzentas 
como a roupa dos pescadores.

O que desejo é apenas uma casa. 
Em verdade, Não é necessário que seja azul, 
nem que tenha cortinas de rendas.
Em verdade, nem é necessário que tenha cortinas.
Quero apenas uma casa em uma rua sem nome.

Sem nome, porém honrada, Senhor. 
Só não dispenso a árvore,
Porque é a mais bela coisa que 
nos destes e a menos amarga.
Quero de minha janela sentir 
os ventos pelos caminhos, e ver o sol 

Dourando os cabelos negros 
e os olhos de minha amada.

Também a minha amada não dispenso, meu Senhor.
Em verdade ele é a parte mais importante deste poema.
Em verdade vos digo, e bastante constrangido, 
Que sem ela a casa também eu não queria, 
e voltava pra pensão.

Ao menos, na pensão, eu tenho meus amigos 
E a dona é sempre uma senhora 
do interior que tem uma filha alegre.
Eu adoro menina alegre, 
e daí podeis muito bem deduzir 

Que para elas eu corro nas minhas horas de aflição.

Nas minhas solidões de amor e 
nas minhas solidões do pecado
Sempre fujo para elas, quando não fujo delas, de noite,
E vou procurar prostitutas. Oh, Senhor vós bem sabeis
Como amarga a vida de um 
homem o carinho das prostitutas!

Vós sabeis como tudo amarga 
naquelas vestes amassadas
Por tantas mãos truculentas ou tímidas ou cabeludas
Vós bem sabeis tudo isso, e portanto permiti
Que eu continue sonhando com a minha casinha azul.

Permiti que eu sonhe com 
a minha amada também, porque: 
- De que me vale ter casa sem ter 
mulher amada dentro? 
Permiti que eu sonhe com uma que ame 
andar sobre os montes descalça
E quando me vier beijar faça-o 
como se vê nos cinemas...

O ideal seria uma que amasse fazer comparações
de nuvens com vestidos, e peixes com avião; 
Que gostasse de passarinho pequeno, 
gostasse de escorregar no corrimão da escada 
E na sombra das tardes viesse pousar 
Como a brisa nas varandas abertas...

O ideal seria uma menina boba: 
que gostasse de ver folha cair de tarde...
Que só pensasse coisas leves que nem existem na terra,
E ficasse assustada quando ao cair da noite
Um homem lhe dissesse palavras misteriosas ...
O ideal seria uma criança sem dono, 
que aparecesse como nuvem,
Que não tivesse destino nem nome - 
senão que um sorriso triste 
E que nesse sorriso estivessem encerrados
Toda a timidez e todo o espanto 
das crianças que não têm rumo...


Manoel de Barros





terça-feira, 11 de novembro de 2014

Aqui em casa Tem...




Aqui em casa tem...

- Colcha de croché feita pela avó de alguém há muitos e muitos anos.

-Marcas de patinhas de cachorro no piso da cozinha e da área de serviço.

-Jogos de copos de cristal que foram presente de casamento e que só são usados em ocasiões especiais.

-Uma coleção de xícaras coloridas sobre o armário da cozinha.

-Uma coleção de vinis e outra de CDs, muita música de todos os estilos para todos os gostos.

-Muitos e muitos livros, lidos e relidos, cheios de coisas sublinhadas e comentários à lápis. Estes são os que eu jamais doarei.

-Fotos de papel, lembranças de viagens e acontecimentos felizes.

-Buracos e plantas arrancadas no jardim - afinal, quem tem cachorro sabe que terá que passar por isso...

-Sininhos de vento espalhados pela casa toda, do lado de dentro e do lado de fora, nas árvores, portais e varandas.

-Muitos sprays aromáticos diferentes.

-Muitas velas decorativas, daquelas que a gente não tem coragem de acender.

-Cortinas ralinhas e transparentes em todas as janelas.

-Uma rede na varanda.

-Uma geladeira cheia de ímãs de gente que viajou e lembrou-se de mim - especialmente, alunos e ex-alunos. Eles são de todas as partes do mundo, como por exemplo: Bélgica, França, Russia, Estados Unidos (vários estados), Inglaterra, Itália, Argentina, Chile, Grécia, Portugal, Espanha...



-Bibelôs cafonas que eu adoro.

-Vasos de orquídeas sobre o aparador da lareira e flores sobre o peitoril da janela e a mesa da varanda.

-Poeira em alguns cantinhos e nas prateleiras mais altas, daquela que nem sempre dá tempo de tirar.

-Edredon velhinho e macio sobre a cama.

-Uma bagunça organizada no armário de roupas e sapatos.

E aqui em casa sempre tem roupa para passar, não importa o quanto eu tente colocar tudo em dia... mas acho que são essas coisas que fazem com que uma casa seja um lar.



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Vassoura Mágica

Esqueça os grãozinhos da foto; ela não os pega!


Passeando pelo site da pontofrio.com, achei a vassoura mágica Magic Sweeper - uma versão "motorizada" da antiga vassoura feiticeira, lembram-se? minha irmã tinha uma, e era excelente.

Como tenho cães em casa, e alunos que apagam seus exercícios - e as sobras da borracha vão sempre parar no tapete da sala de aula - decidi comprar uma para mim.

Ela é fácil de montar, simples mesmo, e movida à bateria. Cabe em qualquer cantinho, facilitando o armazenamento. É também aconselhável que a primeira carga de bateria leve pelo menos oito horas antes de usar pela primeira vez.

Bem, ela é leve, desliza facilmente sobre o piso e a rotatividade permite que ela consiga entrar em alguns cantos difíceis, mas não em todos. É bem mais leve e silenciosa que um aspirador de pó comum, e ideal para fazer pequenas limpezas - o pelo de cachorro no chão, os restos de borracha na sala de aula, a poeirinha no tapete. Mas a vassoura mágica nada tem de mágica, e deixa algumas coisas a desejar:

-A bateria dura pouco, precisando ser recarregada a cada cinquenta minutos de uso. Portanto, ela não serve para grandes limpezas, embora seja boa para limpezas de emergência.

-Se a deixarmos ficar 'cheia' demais, ela devolve ao chão o lixo que recolheu; melhor limpá-la sempre, esvaziando o recipiente onde fica o lixo coletado.

-Ela não entra debaixo do sofá, embora a propaganda prometa isso.

-Não serve para limpar tapetes com pelos altos... e se seu tapete tem franjas, jamais deixe que a vassoura encoste nelas, ou ela as puxará e arrancará! O mesmo cuidado deve ser tomado em relação a fios elétricos: passe longe deles!

-Ela não "pega" sujeiras maiores, como por exemplo, sucrilhos ou pedacinhos de papel embolado. Serve apenas para poeira e coisas bem miúdas, como pelos ou farelinhos de pão.


Vantagens:

-Ela é boa para aquelas limpezas pequenas e rápidas, como antes da visita chegar e depois que o cachorro sai da sala. Também é boa para recolher os farelos de pão após o lanche.

-Funciona à bateria, e não tem fios que atrapalham, como os aspiradores de pó.

-É leve e fácil de guardar.

-O ruído é baixinho, não incomoda tanto quanto o do aspirador de pó.

Conclusão:

A vassoura mágica é boa, mas nada tem de mágica, e se eu soubesse antes, teria comprado a boa e velha feiticeira comum, que funciona sem a necessidade de recarregar bateria e com muito mais eficiência, além de custar bem menos!

A minha nota para ela é 6,5.

domingo, 2 de novembro de 2014

Kasa & Koisas, do Leandro




“O trabalho é tornar o amor visível, se não puderdes trabalhar com amor, mas apenas com desgosto, é melhor que deixeis o vosso trabalho, que senteis à porta do templo e que recebais esmolas daqueles que trabalham com alegria.
Pois se assardes pão com indiferença, assareis um pão amargo, que só matará a metade da fome de um homem.
E se vos ressentirdes ao amassar as uvas, vosso ressentimento destilará veneno no vinho.
E se cantardes como anjo, e não amardes o vosso cantar, abafareis os ouvidos do homem às vozes do dia e às vozes da noite.” – Khalil Gibran, em seu livro “O Profeta”, quando alguém  pede ao profeta que ele fale sobre o trabalho.




Nestes tempos loucos em que a pressa tornou-se amiga da indiferença, é muito bom entrar em uma loja e ser recebido com atenção, carinho e boa vontade, por alguém que ama o seu trabalho, e faz desse amor uma ponte até o cliente. 
Quando estamos fazendo compras, queremos relaxar e encontrar um momento prazeroso, e não ser atendidos às pressas por alguém carrancudo que parece estar prestando-nos um favor. E é por isso que eu decidi colocar este post aqui, hoje. Ao fazermos compras no Shopping Vilarejo, em Itaipava na última sexta-feira, eu e meu marido ficamos absolutamente encantados com o Leandro, da Kasa & Coisas. Lá a gente encontra, além de brinquedos, artigos para presente e novidades para a casa, um atendimento de quem gosta do que faz, tem prazer em explicar direitinho o funcionamento das coisas e adora um bom papo!
A gente sai da Kasa & Koisas sorrindo. Sorrir é muito importante nos dias de hoje. E ainda levamos coisas lindas para casa.