domingo, 28 de dezembro de 2014

Resoluções & Soluções





No final do ano, todo mundo quer fazer planos e começar o ano renovando a vida e as amizades, e quem sabe, até mudando de casa. Se for este o seu caso, desejo que você encontre a casa dos seus sonhos e seja muito feliz nela.

Se não for, se permanecer na sua velha casa é seu desejo, que você se renove e passe a vê-la com novos olhares, encontrando dentro dela novos prazeres. É possível mudar a cor de uma parede, a posição dos móveis e depois sentir as energias se renovando... não e preciso muito!

Mas se você não deseja pintar a casa, não tem problema: coloque um vasinho com flores frescas, que você pode colher na beira da calçada mesmo. Já reparou como existem lindas flores que ninguém vê porque não presta atenção? Tenho certeza que elas ficarão lindas naquele vasinho que você tem guardado em casa, escondido dentro de algum armário!

Bem, seja lá como for - mudando de casa, reformando a casa antiga ou deixando tudo como está, o importante é ser feliz e lembrar-se de agradecer por todas as coisas da vida , sejam elas consideradas 'boas' ou 'ruins', pois a vida é assim, feita de altos e baixos. 

Desejo que seu 2015 seja muito feliz e tenha muito mais altos do que baixos.


Feliz ano novo!




sábado, 20 de dezembro de 2014

Mensagem às Famílias





Desejo que a verdadeira significação do natal esteja presente em sua casa e em sua alma. Que a noite seja feliz de verdade, que todos estejam realmente integrados e dispostos a compreender, a acolher, a olhar para o outro sem os terríveis véus da comparação e do preconceito.

Que aprendamos todos a aceitar o outro como ele é, mas que isto sempre signifique também ser compreendido e aceito. Porque todo sentimento de amor em uma família deve ser recíproco. Muitas vezes, nos lembramos de pedir e cobrar, de impor e ordenar, mas nos esquecemos que o outro existe! Ele sente-se ferido como nós, sente a mesma dor humana que sentimos, sente-se só, precisa do mesmo carinho que precisamos.

Acima de tudo, que possamos aprender a nos alegrarmos de verdade pela alegria do outro; a nos sentirmos homenageados quando o outro receber uma homenagem; a sermos solidários quando o outro estiver triste; a não julgarmos sempre de má vontade o que o outro disse ou fez sem antes conhecer as suas razões. Que cada conquista do outro possa fazer com que nos sintamos bem sucedidos. Que não haja em nossa boca nenhuma palavra para depreciar, nem que seja um pouquinho só, aquilo pelo qual o outro lutou, buscou e conseguiu através do seu esforço, e que o deixa feliz, pois quem faz isso, são os nossos inimigos - se os tivermos. Membros de uma família não deveriam agir assim.

E que sejamos honestos, em todos os sentidos, pois é só através da honestidade - no real sentido da palavra - que poderemos progredir na vida, alcançar bens mais duradouros e valiosos, olharmos a nós mesmos no espelho sem sentir culpa e sem procurar nos outros os seus erros para que nos sintamos melhor em relação aos nossos. Quando somos honestos, podemos olhar o outro de frente, sem medos, sem portas, sem preconceitos, sem maldade. Uma família que não age aberta e honestamente em relação a todos os seus interesses comuns, deveria separar-se, pois desejar "ganhar" em cima do outro é abominável! 

É preciso aprendermos a ser mais generosos quando nos referirmos aos membros da própria família. A família deveria ser uma instituição segura, e as pessoas deveriam valorizar e amar a sua família muito mais do que a qualquer outras pessoas que a ela não pertencem. Se não for assim, não existe família.

Um Feliz natal a todas as famílias!




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Casa em Dezembro





Casa em Dezembro é casa enfeitada. Pelo menos, deveria ser! Mas de nada vale enfeitar a casa por fora e não espanar as teias de aranha e a poeira do ressentimento e da inveja por dentro. 

Casa em dezembro é casa iluminada. Mas de nada adianta acender as luzes da varanda e da árvore de natal e continuar escuro por dentro.

Casa em dezembro pode ser sinal de casa cheia de gente! Mas de nada adianta encher a casa de pessoas quando estamos vazios de sentimentos verdadeiros, de amor, de respeito, de verdade e de paz. 

Casa em Dezembro é casa de brincadeiras de amigo oculto; mas de que adiantam as brincadeiras, se por trás de cada amigo oculto esconde-se um inimigo, declarado ou não?

Casa em dezembro é casa cheia de fartura. Mas de nada adianta ter a mesa cheia e o coração vazio.

Casa em dezembro é casa com presentes. Mas de nada adianta distribuir presentes e continuar cheio do bolor do passado e do medo do futuro.

A casa em dezembro deve ser, antes de tudo, algo bem mais acima do que apenas tradições que cumprimos e que, muitas vezes, nem paramos para meditar sobre seus significados. De que adianta reunir a família se seus membros falam mal uns dos outros pelas costas, excluem uns aos outros, colocam uns contra os outros? Que não haja hipocrisia sobre a mesa! 

De que adiantam lindas fotografias natalinas nas redes sociais, se por trás de cada sorriso existem o ressentimento, a competição, o ciúme, a inveja velada? Preferível passar o natal sozinho, meditando sobre seu verdadeiro sentido a vivê-lo apenas superficialmente, apenas para manter as aparências e não quebrar as tradições! Não acredito nas tréguas Natalinas; não existem tréguas quando o coração está vazio de sentidos e de amor. 

Se quisermos ter um Feliz Natal, será preciso bem mais que o mês de dezembro. Será preciso um ano inteiro onde possamos agir com solidariedade, amizade, compreensão, verdade, gentileza, fraternidade e, acima de tudo, amor.



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Dos Armários





Meus armários precisam de uma arrumação e limpeza urgentes! Tanta coisa acumulada... e olha que eu vivo doando tudo! Compro algo novo, doo algo usado. Mesmo assim, há coisas demais. Acho que o tempo que passa nos mostra o que é realmente necessário e o que é dispensável. 

Dia desses, como eu sempre faço há anos, subi em uma das prateleiras do armário a fim de alcançar algo que estava mais alto. Ela quebrou. Para que o armário todo não desmoronasse, peguei a prateleira quebrada e coloquei-a no lugar da pilastra de madeira que se partiu, escorando as outras. Senti o peso das coisas inúteis quando aquela prateleira se quebrou. Tanta roupa, sapato, lenço, edredom, cobertor, lençol, bijuteria, bolsa... para quê?

Ano que vem completo cinquenta anos. Já passei da metade da vida. Tenho mais de meio caminho andado. Hora de rever, revisar, separar e escolher as coisas e situações que desejo manter ou encerrar, e meu armário bagunçado reflete esta necessidade.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Preparação





Eu acredito no espírito natalino. Nessa época, a gente não pode deixar que nossos pensamentos sejam contaminados por qualquer tipo de negatividade, a não ser que seja estritamente inevitável. Em 2012, meu natal não foi dos melhores, devido à doença de minha mãe. Em 2013 também não foi muito bom... Mas este ano, eu quero que ele seja um bom natal. Um ótimo natal!

Para este fim, estou me preparando por dentro e por fora. Já montei a minha árvore e pus luzinhas na janela e na varanda. Estou cuidando da mente, do coração e dos sentimentos. Estou cuidando da casa. Da casa física e da casa espiritual. Não quero que nada estrague este momento. 

Preparando para meus alunos uma aula sobre mensagens de Natal, deparei com uma muito bonita, que traduzo aqui do inglês para o português:

A fé torna todas as coisas possíveis,
A esperança faz todas as coisas funcionarem,
O amor torna todas as coisas bonitas,
Que você possa ter as três no seu Natal.

É isso. É o que eu desejo para mim e para todo mundo: fé, esperança e amor.




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A Receita Certa




Gosto muito de cozinhar, principalmente quando tenho tempo. Mas é irônico que, na maioria das vezes, a minha comida fique mais gostosa quanto mais improvisada ela for devido a, justamente, falta de tempo! Se tenho tempo demais, eu acabo tentando personalizar um pouco as receitas, e acabo personalizando demais... e não dá certo!

Mas toda vez que faço uma receita, percebo que no fim, para dar certo, é preciso o toque pessoal. Com cuidado, é lógico. Por exemplo: quando se fala em meio quilo de batatas, nem sempre se especifica qual o tipo ou o tamanho das mesmas. Há várias qualidades diferentes de batatas, algumas mais e outras menos aguadas. Talvez, para complementar a receita, seja preciso uma colherinha de farinha de trigo. Se alguém diz "mexer até dar ponto de calda," não se sabe se o cozinheiro está usando uma panela teflon ou de vidro, nas quais é mais difícil identificar se a calda está em ponto de calda... achei sensacional uma receita de calda caramelada que achei na internet, onde o cozinheiro, ao invés de somente dizer "deixar ficar em ponto de calda grossa," colocou uma fotografia com a cor que a calda deveria ter. Deu certinho!

Domingo passado eu fiz nhoque. Tem gente que acha que dá trabalho, mas eu faço num instantinho; é só cozinhar as batatas com sal a gosto (quantas? Depende da quantidade que você quer fazer), colocar uns dois ou três ovos, ir pondo o trigo e mexendo até a massa ficar durinha. Enquanto isso, já está fervendo uma panela de água com um pouco de azeite, sal e algumas folhas de louro. Depois, vou derramando a massa na nhoqueira e após escolher o tamanho que quero as bolinhas, vou apertando o êmbolo e cortando a massa com uma faca de cozinha comum, dentro da água fervendo. Assim que elas começam a boiar, retiro com escumadeira. Faço um molho rápido e fácil, colocando molho pronto à bolonhesa (ponho umas folhinhas picadas de manjericão daqui do quintal), salpico com queijo ralado grosso e ponho no forno até o queijo derreter. É rápido e fácil, e serve como prato único.


A minha nhoqueira é assim!

Lembro-me bem da minha primeira tentativa de brigadeiro: era aniversário de meu marido (estávamos casados a apenas um ano) e eu quis fazer uma surpresa; as panelas eram de teflon, e deixei a massa passar do ponto. As bolinhas, ao esfriar, ficaram tão duras, que quicavam na mesa. Mas nos divertimos, comendo as minhas... balas de chocolate!

Acho que a melhor receita para que a minha comida fique boa é: paciência, bom humor, uma boa música de fundo, dois cachorrinhos deitados no chão atrás do cozinheiro, a porta aberta para o canto dos passarinhos, algum tempo livre e a necessidade imprescindível de estar relaxada, tendo a capacidade de rir se não der certo... e muitas vezes, quando não dá certo, acabamos criando uma outra coisa!