domingo, 23 de abril de 2017

Perfeição






Durante uma aula de conversação (por falta de imaginação naquele dia, acabei procurando por um assunto no Google, a fim de esquentar minhas aulas de inglês) deparei com a seguinte pergunta: "Se você pudesse voltar atrás e dar a si mesmo um conselho, o que você diria ao seu 'eu?"

Pensei, e logo me veio à cabeça o seguinte: esqueceria essa coisa de tentar ser perfeita. Verdade. Passei grande parte da minha juventude não usando saias porque me sentia insegura quanto às minhas pernas - que hoje não são nem mais belas nem mais feias que as pernas de outras mulheres, e não eram, naquele tempo, nada feias - e também não gostava de usar sandálias, pois achava meus pés feios, e certa época, devido a problemas hormonais, quando os pelos do meu corpo desandaram a crescer mais que deveriam,  eu depilava as pernas duas vezes por dia e morria de vergonha dos meus braços cabeludos. Felizmente, o problema hormonal foi corrigido através de medicamentos. O médico explicou que às vezes, durante a adolescência, as meninas podem ter um desequilíbrio hormonal. Mas eu morria de vergonha de usar blusa sem manga. Me preocupava demasiadamente com o que as outras pessoas pensariam de mim: queria ser perfeita. Achava que as outras meninas eram perfeitas, menos eu. Superei isso, graças a Deus.

Depois, quando tive a minha primeira casa, também queria que ela estivesse sempre imaculadamente limpa; se soubesse que viria uma visita, passava o dia polindo, lavando, esfregando, varrendo, arrumando. Não que a minha casa estivesse bagunçada quando não recebia visitas; muito pelo contrário; é que eu achava que elas "reparariam" e sairiam falando, caso não estivesse tudo perfeito.

Mas nesta casa onde eu moro hoje, eu relaxei; não quis nada brilhando. Aboli os sintecos e móveis laqueados. Dei preferência ao piso rústico que não precisa de cêra, e aos móveis rústicos de aspecto envelhecido. Quando tenho visitas, minha única preocupação é que a conversa seja boa, o ambiente esteja acolhedor e a comida seja gostosa. 

Ainda bem que eu aprendi o quanto os perfeccionistas são chatos. Não faço mais questão de perfeição, e até me sinto desconfortável quando vejo alguém tentando fazer alguma coisa sem nenhum defeitinho. 

O jardineiro esqueceu de aparar uma cerca viva? Não faz mal! Há uma poeirinha por trás da mesinha de cabeceira? Quando eu tiver tempo, eu limpo. Cometi um erro ao digitar um texto? Paciência! O que importa, é o conteúdo. Por isso, quando vejo pessoas na internet reclamando de erros de grafia em textos, fico com pena delas; como são chatas as pessoas perfeccionistas! Sei disso, pois já fui uma delas. 

Deixei de publicar minhas coisas por muitos anos, só por medo de ser julgada! Escrevia poesias e histórias compridas, bacanas e cheias de imaginação, mas por medo de ser julgada ou ridicularizada, assim que eu acabava de escrevê-las, eu as escondia, lia depois de algum tempo e então... eu as queimava!

Hoje em dia, eu simplesmente não me importo mais com isso: recebo em meus blogs da mesma maneira que recebo em minha casa: entrem, sejam bem-vindos, sentem-se, relaxem, vamos conversar um pouco. Fiquem à vontade. E se não gostarem de alguma coisa, simplesmente, saiam  pela mesma porta pela qual entraram. 




terça-feira, 18 de abril de 2017

Música Na Casa






Adoro faxinar a casa escutando música. Geralmente, coloco alguma coisa alegre e mais agitada enquanto limpo, arrumo e varro. Confesso que coloco o som um pouquinho alto, para que eu possa escutar mesmo estando longe. 

Depois, quando a faxina termina, eu ponho uma seleção de músicas bem suaves, acendo um incenso e ando pela casa, 'curtindo' o resultado.

A música não é apenas uma coleção de sons e instrumentos musicais que são colocados juntos em uma melodia. Música é bem mais do que tudo isso. De acordo com o site Portal Ciências e Cognição (cienciasecognicao.org),


"A música possui um alto potencial terapêutico ainda não conhecido em sua totalidade por conta da falta de estudos na área da musicoterapia. Essa ciência já foi usada para melhoras cognitivas em doenças como Parkinson, demência senil e  hiperatividade. Na epilepsia foi comprovado por meio de um estudo que incluiu 11 crianças de Taiwan com idade entre 2 a 14 anos com epilepsia refrataria. O estudo comparou as crises 6 meses antes do tratamento e 6 meses durante a exposição. Foi constatado em 73% das crianças obteve uma melhora de 50% nas crises e em 2 pacientes a inexistência de crises durante o tratamento. A música pode promover a liberação de dopamina inundando assim os sistemas dopaminérgicos receptores de D2. Em pacientes com epilepsia do lobo temporal, a inundação de dopamina pode potencialmente se comportar como um anticonvulsivante."

Antigamente, nós tínhamos os discos de vinil, que podiam ser caros, além de pesados, delicados. tais discos continham às vezes doze faixas musicais - seis de cada lado - e se não tomássemos cuidado, eles poderiam arranhar-se, resultando em uma repetição constante do trecho no qual o arranhão se encontrava. 

Mais tarde, vieram os CDs. Cabiam mais músicas neles, e o som era mais limpo, embora pudessem ser arranhados, como os vinis. Depois, mais recentemente, chegaram os pendrives, onde, dependendo de quanto espaço de armazenamento possuíssem, poderíamos guardar mais de mil músicas - ou mais. Ainda são muito usados, e eu tenho os meus. a desvantagem, é que eles quebram e estragam com muita facilidade, e perdemos todas as músicas se não as guardamos também em outras mídias. 

No momento, estou me acostumando aos sites e aplicativos  de música, como o Spotify, onde podemos escutar de tudo, desfrutando das playlists que o aplicativo oferece ou então escolhendo as músicas e formando as nossas próprias. Pagando apenas $16,00 ao mês, temos acesso ilimitado a qualquer tipo de música, de qualquer país ou gênero musical. E ainda podemos escolher músicas para fazer  download, e elas estarão disponíveis para ouvirmos a qualquer momento, mesmo sem conexão de internet. através de conexão bluetooth, podemos 'jogá-las' de nossos dispositivos móveis para nossos aparelhos de som, desfrutando de um som melhor qualidade.

Música é movimento, é vida, sentimento. Portanto, escolha  a sua 'playlist' e divirta-se! 





segunda-feira, 10 de abril de 2017

DESAPEGANDO DE ALGUNS LIVROS





Muitos pensam que eu não gosto mais dos livros de papel, só porque publiquei livros virtuais e comprei um Kindle, que adoro e acho muito prático, além de bem mais ecológico e econômico. Mas faço uso das duas plataformas de leitura, sem preconceitos. Para mim, o que importa, é o que está escrito, e não onde está escrito.

Há alguns dias, vi um post no Facebook, pedindo doações de livros para uma feira. Eu vinha adiando uma arrumação nas minhas estantes de livros, que ficam sob as escadas que dão no andar superior, e achei que seria uma ótima oportunidade de, não apenas ajudar a quem precisa, como também de abrir um pouco mais de espaço nas minhas prateleiras. 

Sentar-me no meio de todas aquelas pilhas de livros, olhar as capas, tirar o pó e separar os que ficariam dos que iriam embora, foi cansativo e, ao mesmo tempo, agradável. Um exercício de desapego e também de reflexões, que surgiram ao reler algumas páginas. Confesso que havia alguns romances cujo enredo eu nem recordava mais. Pensei em guardá-los para reler mais tarde, mas considerei: se eles estavam ali há tantos anos sem que eu sequer me lembrasse da existência deles, é porque não são necessários!

Não foi muito fácil desapegar-me de "O Vermelho e o Negro", de Stendhal, uma edição de capa dura vermelha com lombadas douradas. Mas já perdi a conta das vezes em que li aquele livro, e de quantas vezes chorei por Julien Sorel. 

Desapegar é necessário. A gente se sente bem mais leve depois. 

Quando terminei, as estantes estavam limpas e organizadas. Ficaram aqueles que já li e reli várias vezes, e que gosto de reler de vez em quando. Os que acho importantes para mim, de Feng Shui, psicologia, espiritualidade e também de lendas antigas, que adoro.

 Comecei a carregar as pilhas para a garagem - eram muitos livros, mais do que eu pensei- subindo e descendo as escadas do jardim várias vezes. Quando terminei, estava suada, empoeirada, cansada e com os músculos doloridos. No dia seguinte, a moça - uma ex-aluna minha - passou para levá-los embora. Ajudei-a a colocá-los no carro,  despedindo-me deles de vez.

Espero que as pessoas que os comprarem fiquem felizes, e aproveitem a leitura.




quinta-feira, 6 de abril de 2017

A Vingança




Ontem à noite estávamos - eu e meu marido - lendo um trecho do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo. Temos feito isso todas as noites: escolhemos um livro entre alguns selecionados para esta atividade, e depois, abrimos uma página ao acaso, lendo em voz alta e refletindo sobre o que lemos. Ontem, o livro escolhido foi o já citado, e a página aberta, a que falava sobre vingança.

 Ninguém aqui é santo, e a maioria das pessoas pode ter alguma reação intempestiva ao ser afrontado ou ofendido. Eu, por exemplo, embora esteja tentando muito mudar isso, posso reagir intempestivamente e dar uma resposta curta e grossa a alguma abordagem ofensiva, mas depois, eu esqueço; não fico guardando ódio ou pensando em vingança. Acho que as grandes questões dos relacionamentos devem ser resolvidas à medida em que aparecem com uma boa conversa, e após resolvidas (ou não), devemos seguir em frente e focar nas coisas boas, no que realmente vale a pena e nos faz felizes, e não em vinganças. 

É tão mais fácil pedir desculpas ao cometermos um erro, ou tentar conversar e entender o que levou uma pessoa a agir de forma que nos desagradou, mas ao invés de sentar e conversar, as pessoas estão guardando e alimentando o ódio e transformando-o na força destrutiva da vingança, partindo laços que são importantes, afastando pessoas que são ou poderiam transformar-se em amigas verdadeiras. Desconsideram o lado bom do relacionamento, não levam em conta o quanto estarão perdendo ao guardarem suas mágoas para usá-las em uma vingança ao invés de tentarem conversar e esclarecer o assunto.

Algumas pessoas orgulham-se de suas vinganças, contando aos outros sobre elas, achando-se muito espertas e inteligentes. Gastam boa parte do seu tempo e da sua energia planejando, observando e armando o bote para finalmente pular no pescoço de suas vítimas com toda a fúria e toda a negatividade que puderem despejar. Fico pensando no quanto estas pessoas despendem um tempo precioso nesta rotina infame, ao invés de se cuidarem, tratando da saúde física, mental e espiritual. 

Percebo também que ao longo do tempo, estas pessoas, por mais bonitas que sejam, vão mudando. Cada vez mais, seus rostos adquirem um aspecto taciturno e infeliz, e sua postura vai tornando-se rígida e atarracada como se estivessem prestes a saltar sobre alguém a qualquer momento. O tom de voz também muda, tornando-se mais grave e gutural. Passam a desconfiar de todos a sua volta, reagindo com raiva e agressividade a qualquer um que tente aproximar-se e que elas achem que de alguma forma as ameacem ou às suas posições na vida.

Conheci uma moça que era linda em todos os aspectos: morena, cabelos negros e longos, alta, um sorriso muito branco. Mas ela fez tantas maldades contra pessoas - especialmente pessoas que a ajudaram - que acabou tornando-se feia. Fiquei impressionada com a mudança que vi nesta moça alguns anos após conhecê-la, ao passar por ela na rua. 

No livro que lemos há um trecho que fala no quanto as pessoas se afastam de gente assim, e que de repente elas se encontram sozinhas e não sabem o porquê. Nem sequer tomam um pouco de seu tempo a fim de meditar e tentar entender o que aconteceu, fazendo uma retrospectiva sobre as pessoas que ofendeu e prejudicou com a sua vingança, e muitas vezes, apenas porque tais pessoas não agiram como elas desejavam.

As religiões, em sua maioria, dizem que aquilo que mandamos para o universo,  nos é devolvido em triplo. Acredito muito nisso. O ocultismo diz que tudo o que abraçamos no mundo oculto, nos abraça de volta. Fico aqui imaginando quais braços estão em volta destas pessoas, e quais energias pesadas elas estão atraindo para elas mesmas.









quarta-feira, 29 de março de 2017

SOBRE CURIOSOS BEM INTENCIONADOS






Eu estava sentada no sofá daquela casa, sem pensar muito em nada. De repente, a pergunta inesperada – pois sei que a pessoa que a formulou não tem nenhum interesse solidário na minha vida, e nem faz questão absoluta de me ver feliz; no rosto dela, um ar forçado de preocupação: “Está tudo bem com você?”  Eu respondi que sim, e continuei em silêncio. A conversa continuou em seu ritmo anterior, e dali a alguns minutos, ela repetiu a pergunta, obtendo a mesma resposta monossilábica. Ainda o fez mais uma vez, e após obter a mesma resposta, acrescentou: “É que eu estou te achando tristinha hoje... está tudo bem mesmo?” Eu ri, e disse que estava bem e que não estava triste, encerrando o assunto.

Em outra ocasião, quando fazia obras na minha nova casa, um desses “amigos” interessados veio dar uma olhada. Após percorrer o espaço, fazendo alguns elogios pouco convincentes, começou a fazer observações bem intencionadas: “No lugar de vocês, eu colocaria um jardim de inverno ali (já havia um lavabo e as escadarias para o andar superior) e moveria as escadas mais para lá. Também teria feito a cozinha maior e a área de serviço menor, e blá, blá, blá...” Quando ele foi embora, ficamos andando pelo espaço, calados, ainda afetados pelos comentários dele. Suas críticas veladas nos pegaram despreparados, e quase arruinaram nosso dia. 

Eu e meu marido caminhávamos pela Rua 16 de março em uma linda tarde de sábado, quando a moça bonita e simpática nos parou na calçada, e cheia de sorrisos, começou a reclamar de algo que estava no prédio onde meu marido trabalha (ela mora em frente) e que a incomodava. Ora, meu marido apenas trabalha no prédio, não é síndico ou morador, e não cabe a ele resolver qualquer problema referente a ele. Após falar mal de uma ou duas pessoas, ela soltou mais uma ou duas observações ferinas e se foi, perdendo-se entre a multidão que passava naquela calçada, carregando seus sorrisos sinceros e distribuindo-os entre os que encontrava. Ficamos caminhando em silêncio durante algum tempo, após o qual só pude observar: “Que carga pesada tem essa pessoa!”

Existem pessoas assim, infelizmente. Elas deixam no ar uma observação maldosa – mas tão pequena e casual, que na hora “h” nem nos conscientizamos dela – mas que depois ficam martelando nossos pensamentos, e nos vemos aborrecidos sem saber muito bem qual o motivo. Quem nunca se pegou de mau-humor de repente, sem que houvesse uma explicação para tal? Se prestarmos atenção e fizermos uma curta retrospectiva das pessoas com quem estivemos, talvez encontremos o motivo em um desses comentários “bem intencionados.” E na maioria das vezes, quem o fez, o fez de propósito, a fim de minar sua autoconfiança e cavar um buraco na sua autoestima por onde suas setas de veneno poderão entrar mais facilmente.

Meu primeiro emprego, aos 18 anos de idade, foi em uma das lojas de sapatos que pertencia a uma família próspera, distinta e muito tradicional aqui na minha cidade. A proprietária – uma mulher que naquela época tinha a idade que tenho hoje – um dia me disse: “Ana, quando alguém nos pergunta se estamos bem, devemos dizer apenas que estamos mais ou menos, ou que está tudo indo. Nunca entre em detalhes, nunca dê muitas explicações, porque na maioria das vezes, quem faz esse tipo de pergunta está apenas curioso, só quer saber da sua vida particular, e não é bem intencionado. Nunca devemos entrar em detalhes sobre nossa prosperidade para evitar despertar inveja. Também não devemos fazer confissões quando estamos mal, para não despertar fofoca.” Quando ela me disse aquilo, eu tinha apenas 18 anos, e não compreendi; como não compartilhar com as pessoas que gostam da gente os nossos momentos felizes, as nossas conquistas? Anos depois, eu compreendi o que ela estava querendo me dizer. 

Nem sempre, as pessoas que estão em volta da gente realmente nos apreciam. Elas estão apenas curiosas. Ou então, ao perguntarem sobre nossas vidas, só querem nos comparar a elas, para ver se somos tão infelizes quanto, ou para diminuir as nossas conquistas e alegrias através de comentários sutis e totalmente maldosos. 

É importante identificar estas pessoas – elas podem estar entre os amigos, colegas de trabalho e até mesmo membros familiares – e evitar fazer comentários muito otimistas ou pessimistas sobre as nossas vidas. Por trás de uma simples pergunta casual, pode haver uma seta envenenada. Por que nos expormos ao veneno da curiosidade alheia?






terça-feira, 28 de março de 2017

#EuNãoTenhoGatos






Eu ali, concentrada, dando minha aula. De repente, meu aluno indaga: "Ué, Ana... você tem gatos?" Eu olho para ele (eu estava escrevendo no quadro) e respondo, surpresa; afinal, aquela pergunta estava totalmente fora do contexto da aula: "Não! Por que?" Ele aponta para a porta da sala de aula, e diz: "Porque tem um gato bem ali!"


Olho para fora, e vejo essa gatinha passeando pela minha sala de jantar. Logo a reconheci, pois numa noite em que meu marido ainda não estava em casa, ela me deu um baita susto: passei pelo corredor, e dei com aquela sombra sinuosa e silenciosa descendo as escadas. Eu me arrepiei até o último ossinho da coluna, e ela estancou entre um degrau e outro, me olhando, as pupilas dilatadas em estado de alerta. Esclarecida a situação, ainda ficamos ali paradas, nos olhando e testando nossas reações. De repente, eu sorri, e esfreguei os dedos da mão, chamando-a. Ela ergueu a calda, e acabou de descer as escadas, ronronando, e veio para o meu colo.




Desde então, ela vem me fazendo visitas frequentes. Quando havia uma moça aqui me ajudando na limpeza, chego na varanda e a vejo sentada naquela posição de iogue, olhando a moça limpar as vidraças da porta. Explico que ela não é minha, e ela diz: "Pensei que fosse! Está aí há algum tempo, me vigiando..." Quando olhei de novo, ela já tinha ido embora.


É bom tê-la aqui de vez em quando, sabendo que ela logo vai embora. Mas ela nunca tinha se deitado na cama do quarto de hóspedes antes. Pelo menos, não que eu tenha visto. E está chovendo muito lá fora; como eu poderia abrir a janela e mandá-la sair, debaixo desse aguaceiro? Seria cruel. E ela sabe disso. Já percebeu que pode me manipular. 


Como vocês podem ver, ela não tá nem aí pra mim...


Só espero que ela seja castrada - tem dono, pois está muito bonitinha e bem tratada. Se ela não for, tomara que não venha trazer bebês para eu cuidar.


Não quero ter netos.




terça-feira, 21 de março de 2017

Outono






Eu acho que o outono é uma prova de que Deus nos ama.

 Dias mais curtos, noites mais longas, brisa soprando e refrescando, chuva, convite ao recolhimento. Adoro esse céu meio-cinza, o sol que não agride a pele e a paciência, a volta dos passarinhos às árvores do meu jardim, pois não se sentem mais fustigados pelo calor.

As orquídeas e as Impatients também preparam seus botões. Dormimos melhor, mais aconchegados, e acordamos mais bem-dispostos, sabendo que o dia será mais fácil. Comemos melhor - voltam as sopas de legumes, tão saudáveis e saborosas, os chocolates quentes ao final da tarde - e temos os filmes e livros enrolados em mantas macias.

Outono - preparação para o inverno, que é tempo de recolhimento e reflexão. 

O frio nos convida a ficarmos mais próximos, em volta de lareiras, sob cobertores, em rodas de bate-papo regados a vinhos e bebidas quentes. Eu amo. Muito.





sábado, 18 de março de 2017

Poema de Lúcia Constantino - A Casa do Sol Poente






Hoje, trago um poema de minha amiga no Recanto das Letras e no Facebook, Lúcia Constantino, que muito me encanta:




A casa do Sol Poente

Tudo dorme na casa vazia.
As cartas nas gavetas,
os livros empoeirados nas estantes.
O passado passeia pela casa,
como eterno visitante.

De repente, saltam dos espelhos delírios e sorrisos.
Os sonhos em trajes de graça.
Tudo que permaneceu vivo
e o que nunca chegou na vida que passa.

Desperta a casa.
Despertam  vozes vivas,
orações,  acalantos, 
as lágrimas de tantos.
Também  estrelas nas vidraças dissolvidas
pelos ventos dos desencantos.

De frente para o sol poente,
fortaleza como uma grande árvore
a casa ousa sua solidão de gente:
- sonha em ser ninho nos fins de tarde.




quarta-feira, 15 de março de 2017

CAOS




Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida, é que tudo passa. Não importa qual a situação que você esteja vivendo hoje, seja ela boa ou ruim, agradável ou desagradável, ela passa. Não significa, necessariamente, que se você é feliz hoje, será infeliz amanhã; mas que haverá percalços, obstáculos a serem superados, e se você souber como lidar com eles, eles não terão o poder de afetar você de maneira permanente; basta vivenciá-los, aprender com eles e esperar que eles passem, focando naquilo que há de positivo e agradável. 

Há algum tempo, entre 2014 e 2015, nós sofríamos com a falta d'água aqui em Petrópolis. Após dois anos praticamente sem chuva, as minas d'água começaram a secar, e tivemos que passar por um longo período de racionamento. Eu estava no quintal em um domingo à tarde, descansando na minha cadeira, tentando aliviar-me do forte calor, quando de repente, a torneirinha do jardim - que é diretamente ligada à caixa d'água, que fica no sótão, e não possui um registro para ligar ou desligar a água caso haja um vazamento- estourou, e a água começou a descer pelo cano com grande pressão. 

Eu entrei em pânico: Com um pedaço de pano, tentava conter a água que espirrava em jorros, esvaziando todo o nosso reservatório, enquanto meu marido, nervoso, pegava a escada para subir ao sótão e tentar desligar a água. Neste trajeto, devido à pressa, ele levou dois tombos e machucou-se bastante. Eu fiquei completamente encharcada, e tão nervosa, que após o problema ter sido controlado com a ajuda de um vizinho, eu comecei a tremer e me sentir muito mal. Tive uma dor de cabeça fortíssima, falta de ar e não conseguia ficar de pé; passei o resto do domingo deitada. Tudo porque eu me deixei envolver emocionalmente com o que estava acontecendo, ao invés de manter a calma e resolver o problema - ou aguardar até que ele fosse resolvido. Não me mantive centrada. Deixei o pessimismo me dominar. 


De qualquer maneira, o problema foi resolvido; se tivéssemos ficado totalmente sem água - o que não foi o caso - haveria uma solução: chamar um carro-pipa. Eu não precisava ter ficado tão nervosa. Meu marido não precisava ter corrido feito um doido e levado dois tombos horrorosos. O pior sempre acontece quando perdemos o controle. Um dia que começou bem, no qual eu me sentia maravilhosa, terminou muito mal devido à nossa falta de controle emocional. 


Passei por isso também quando minha mãe adoeceu; vê-la naquela cama de hospital, cheia de tubos entrando e saindo do seu corpo, me deixava desesperada. Parecia que aquilo nunca ia ter fim. Eu chegava no hospital cansada, desanimada, querendo fugir para longe dali, querendo que tudo aquilo acabasse. Ficava nervosa, mal-humorada, deixando que o medo e a impotência tomassem conta de mim. No fim, aconteceu o que tinha que acontecer. Depois, passou. Eu me recuperei, estou bem de novo, estou aqui. Se tivesse sido capaz de manter a calma, talvez tivesse sido mais fácil.


Hoje, vejo as pessoas que perderam seus empregos no Brasil, sem saber do que viverão, como pagarão suas contas. Elas perdem noites de sono, perdem o apetite, entram em depressão e acabam com sua saúde e vida familiar, porque perdem o controle emocional. Nas piores horas, não compreendem que essa crise não vai durar para sempre, que ela vai passar, as coisas vão voltar a se normalizar e elas conseguirão trabalho de novo. Enquanto isso, com certeza, elas podem contar com a ajuda de alguém, tentar um emprego inferior ao seu grau de formação, temporariamente, ou prestar algum serviço para sobreviver. Quem sabe, descubram um novo talento, e acabem nem querendo mais um emprego regular?  

Há soluções. Mas o nervosismo e o pessimismo não deixa que vejamos com clareza. Acho que em momentos difíceis, devemos respirar fundo, tentar nos acalmar e pensar devagar: o que pode ser feito? Se nada puder ser feito, a não ser esperar, esperemos. Se nos concentrarmos com calma, uma solução - mesmo que temporária - acabará aparecendo. 

Esta crise vai acabar, vai passar. Ninguém vai ficar desempregado para sempre, isso vai ter que passar! Enquanto isso, vamos tentar encarar esta crise como uma fase ruim, que teve começo, tem meio e terá fim. 





segunda-feira, 13 de março de 2017

Um Pequeno Templo


Todas as imagens: Google


Sou do tipo que não se sente bem rezando em locais como igrejas, templos públicos ou centros espíritas; acabo perdendo a concentração. Prefiro fazer as minhas orações sozinha, em algum lugar junto à natureza ou então em um cantinho especialmente preparado para tal atividade em minha própria casa. Respeito quem se sente bem em locais públicos como igrejas e templos, mas eu simplesmente não consigo... acho que a energia nestes locais acaba sendo dispersa, devido ao número de pessoas que os frequentam e que não têm, realmente, o objetivo ao qual eles originalmente se propõe. 


Acho importante exercitar a fé. Algumas pessoas rezam sem precisar desses templos e cantinhos, mas eu às vezes preciso. Coloco neles meus livros favoritos,  que contém pensamentos que me esclareçam e me elevem, imagens que me agradam, uma fonte...


E não precisa ser nada muito grande ou luxuoso! Um cantinho apenas, o topo de uma prateleira, uma mesinha de cabeceira ou um aparador. Se for possível, que tenha um tapete ou almofada confortável onde você possa sentar-se ou deitar-se. 


Coloque ali objetos de fé, da sua fé. Não importa se você acredita em anjos, santos católicos, fadas, duendes, o Buda ou entidades do candomblé; o que importa, é o quanto suas intenções sejam boas e o quanto seus pensamentos sejam limpos. As imagens nem são necessárias, se você não gostar de usá-las. O verdadeiro sentido das imagens, é facilitar a nossa concentração e direcionar a intenção. 




Algumas pessoas gostam de acender velas - sou uma delas, embora não o faça toda vez que rezo. Observar a chama de uma vela me acalma. Importante não se esquecer de apagá-la mais tarde, e tomar muito cuidado com correntes de ar e materiais inflamáveis.





Acho que todo mundo precisa ter fé em alguma coisa! E também penso que não existe fé verdadeira que nunca tenha sido testada e até mesmo, temporariamente perdida. Não sei viver sem questionar o que me cerca; mas aprendi que a fé é o que está além do questionamento, é alguma coisa que nos fortalece, mesmo que não saibamos de onde vem a Ordem que rege o Universo, e como ela funciona. O importante, é saber que existe uma ordem, e que ela funciona. Nem sempre da forma como queremos, entretanto. 










quinta-feira, 9 de março de 2017

ORAR PELOS OUTROS





Sou uma pessoa que crê no poder da fé, da oração e das afirmações. Acima de tudo, acredito que toda pessoa pode emanar energias – positivas ou não – em direção a outras pessoas, e até mesmo, influenciá-las através disto, de maneira consciente ou não. É claro que orações desacompanhadas de atitudes não têm o efeito desejado: é preciso que juntemos a força do pensamento às intenções. Mesmo assim, quando não há ações físicas em direção a um objetivo, toda vez que alguém ora, abre uma porta em direção a alguma coisa. Como afirma o ocultismo, “ No oculto, quando abraçamos alguma coisa, ela nos abraça de volta.”

Por este motivo, aprendi uma coisa importante sobre as orações para ajudar outras pessoas: elas são perigosas. Geralmente, quando alguém reza pelo outro, pede para que este corrija-se de algum comportamento que considera indigno ou errado, segundo suas próprias concepções e seu próprio entendimento e vivência. Não sabe que desta forma, está tentando dobrar o outro artificialmente a ser ou comportar-se de forma contrária àquilo que ele é, forçando-o a ir contra suas inclinações naturais. Toda pessoa tem que vivenciar coisas que servem para o desenvolvimento de seu caráter, e às vezes, um comportamento que consideramos distorcido é apenas uma maneira que o outro tem de aprender sobre si mesmo e entender suas próprias verdades, aprendendo a distinguir o certo do errado através da própria experiência.

É lícito orar por alguém doente para que se cure; ou para alguém que está perdido na vida encontrar seu caminho; mas que oremos para que ele encontre seu próprio caminho, e não o caminho que concebemos para ele como sendo o certo! Não é sinal de bondade orar para que o outro se dobre e se formate em outra coisa que nos agrade, deixando de ser ele mesmo. Isto é egoísmo e vontade de manipulação, e só trará dores e percalços, tanto para quem ora quanto para a vítima de suas orações. Sim, vítima, pois às vezes uma pessoa pode adoecer devido a pensamentos enviados em sua direção desejando que ela siga um caminho que não é o seu. 

Já cometi muitos erros ao orar pelos outros, mas hoje, se sinto necessidade de fazer alguma oração por alguém, peço que a pessoa em questão sinta-se liberta, aprenda a caminhar com os próprios pés, tenha saúde, seja sensata,  forte e feliz. E não é nada fácil pedir apenas isto! Quantas e quantas vezes eu refreei minha fala, ao vê-la distanciar-se desta meta e partir pelos caminhos da manipulação através da oração! Mas tenho sido cada vez mais capaz de perceber quando estes momentos me chegam, e calando-me, recomeço a orar dentro dos padrões que estabeleci acima. 

Creio que todos estamos aqui com um objetivo. E este objetivo tem mais a ver conosco mesmos do que com os outros. Não podemos tomar vidas alheias em nossas mãos e vivê-las, não podemos aconselhar mais do que seria sensato, não podemos e nem devemos resolver os problemas alheios. Se fizermos isso, estaremos tirando o poder que a outra pessoa tem sobre sua própria vida, e fazendo com que ela se torne fraca, dependente e preguiçosa. Ajudar é uma coisa, substituir é outra bem diferente. Saibamos respeitar o caminho dos outros, mesmo que isto signifique que estes caminhos não nos incluam ou não nos agradem. 





quarta-feira, 1 de março de 2017

Prosperidade






Prosperidade é dinheiro e fartura. É não ter que fazer tantas contas no final do mês, e poder desfrutar de alguns luxos, sem ter que viver contando as moedinhas. Certo.

Mas para mim, prosperidade não é só isso. Ela está bem além do conceito financeiro. 

Acho que ser próspero é estar feliz e ter saúde também. É ser capaz de lutar pelo próprio sustento, sendo independente o máximo que for possível. É poder estar sozinho sem desesperar-se, porque existem boas lembranças a serem trazidas à tona e também alguns planos e sonhos a se realizarem. E é claro, um bom livro para exercitar o cérebro e a criatividade. 

Pode considerar-se próspero toda pessoa que não inveja ninguém, pois está satisfeita consigo mesma e com o que a vida lhe oferece, mesmo que ainda tenha sonhos a realizar. 

A prosperidade também descansa na GRATIDÃO - essa palavrinha tão esquecida nos dias de hoje.

Sentir-se grato é expressar sua gratidão à vida através do reconhecimento por tudo o que tem recebido, e também às pessoas que ajudaram a proporcionar estas coisas: isto é fundamental! Pessoas ingratas não desfrutam de prosperidade.

Eu posso fazer uma lista pelas coisas que eu sou grata. Por exemplo, sou grata:

-Pela minha casa
-Pelo meu marido
-Meus cães
-Meu trabalho e meus alunos
-Minha capacidade de andar, falar, enxergar, ouvir,aprender,ensinar
-Pelas árvores que cercam a minha casa
-Pelas minas que abastecem-nos com água pura e cristalina
-Pela comida que temos à mesa todos os dias
-Por cada uma das pessoas que já passaram pela minha vida, seja pela amizade que me ofereceram ou pelas lições que me deixaram
-Por trabalhar fazendo aquilo que mais gosto
-Por poder escrever.


Apesar de não ser rica - frequentemente as pessoas me perguntam se eu sou rica, como se ser rico significasse algum abono ou desabono de caráter- eu me considero uma pessoa muito próspera. E você? O que significa  prosperidade, em sua opinião? Adoraria saber.








segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A Casa Longe de Casa






Sempre que viajamos, tentamos levar conosco um pedacinho da nossa casa e do conforto que desfrutamos nela: nossos travesseiros, um livro favorito, o pijama ou camisola velhinhos, ou até mesmo um objeto de estimação. Meu marido, por exemplo, não viaja sem levar seu próprio travesseiro. Eu não viajo sem levar meu leitor eletrônico, o Kindle. 

Quando chego na minha casa alternativa - a que ocuparei por alguns dias - tento fazer com que ela se adapte a mim. Coloco minhas roupas nos cabides, minhas toalhas nos banheiros, e procuro arranjar as coisas na cozinha de forma que ela fique funcional, mesmo que não pareça muito arrumada. Escolho as xícaras, copos, talheres e pratos que vou usar na minha estadia, deixando-os disponíveis sobre a pia e mantendo todos os outros em seus lugares. E quando vou embora, deixo tudo exatamente da mesma forma que eu encontrei, só que mais limpo.

Se minha casa temporária for um hotel, melhor ainda: não existe a preocupação com arrumação e limpeza! Acho que a única forma de realmente descansar durante uma viagem, é ficando em um hotel, mesmo que seja um lugar bem simples.

Lembro-me que uma de nossas melhores viagens, que foi para Minas Gerias em um mês frio de junho, há muitos anos, nós ficamos em uma pequena pensão em Tiradentes totalmente desprovida de qualquer luxo. O carpete era roxo, e meu marido exclamou ao entrarmos: "Nossa... eu não quero ficar aqui!"  Porém, era a época do festival de inverno, e não havia outros lugares para ficarmos. Mas nossa estadia mostrou-se bastante agradável, já que apesar de bem simples, o local era limpo e servia um café da manhã dos deuses. 

Nunca me esqueci quando, às seis da manhã, acordei com o barulho de carruagens passando sob a sacada. Abri-a, e para minha surpresa, tive a sensação de estar em um cenário do século retrasado. Sob o céu nebuloso, avistei as dezenas de ipês amarelos floridos, e a carroça do leiteiro que passava, deixando o leite junto às portas. Senti-me muito bem. Em casa. 

Na minha primeira viagem de avião, que foi para Salvador, ficamos hospedados em um hotel de luxo - o Meridien. Mal pude controlar o fôlego ao chegar à janela e deparar com a Praia Vermelha, as ondas quebrando nas pedras lá embaixo. Senti-me totalmente em casa em Salvador, e chorei muito quando tivemos que voltar. 

Não importa se é um hotel luxuoso, um lugar simples ou uma casa emprestada ou alugada: acredito que um dos  prazeres em viajar, está em ser capaz sentir-se em casa em outras casas. E tratar estes locais como se fossem, realmente, as nossas casas, respeitando-os e conservando-os, e sabendo que depois que formos embora, eles servirão de casas temporárias às outras pessoas que chegarem. 

Acho muito triste quando chego em um local e descubro que ele está quebrado, sujo e faltando objetos. Falta de consideração e de educação.





domingo, 19 de fevereiro de 2017

VARRER





Era bem cedinho de manhã, e o dia mal tinha clareado. Eu era bem pequenina, e acordava com o ruído da vassoura batendo no chão de terra endurecida do nosso quintal. A luz que entrava pela veneziana trazia consigo sombras que se movimentavam no teto de madeira do quarto: era meu pai varrendo o chão. Os cachorros latiam para alguns cavalos que passavam na rua, e eu ficava ali na cama, escutando tudo aquilo em silêncio.

Mais tarde, eu ouvia a porta da cozinha se abrindo, e ruídos de papel sendo amassado: era meu pai que chegava com o pão e algumas comprinhas. Então, ele ia para o quarto e sentava-se na cama(eu escutava os sons das molas do colchão estalando) e começava a contar à minha mãe as novidades que ouvira na rua. Conversavam tão baixinho para não nos acordar, que eu não conseguia escutar o que diziam, apenas suas vozes. 

Depois, minha mãe se levantava, e o cheiro do café sendo coado no coador de pano invadia a casa. 

Quando varro meu próprio quintal, de manhã bem cedinho, eu me lembro daqueles dias. Fico pensando se meu pai e minha mãe me olham de algum lugar, ou se ainda vivem e respiram somente na minha lembrança. Talvez a substância criada pelas nossas lembranças seja consistente o suficiente para manter as pessoas vivas, enquanto vivermos, e depois disso, quando ninguém mais se lembrar delas, elas morram. 

Quem sabe, enquanto a minha vassoura toca o chão, levantando poeira, os meus pais, em algum lugar, abram os olhos novamente?





domingo, 12 de fevereiro de 2017

Orações para Abençoar a Casa






Pesquisando por aí, encontrei orações bonitas para abençoar a casa. Porque toda casa é uma bênção, e por isso, ela deve ser abençoada também. Mas nunca devemos nos esquecer de que agradecer pela casa que se tem já é um bom começo para mantê-la abençoada.

Aí estão algumas das orações mais bonitas que encontrei. Escolha a sua!




Oração para abençoar o lar e a família - Católica

"Meu Deus, abençoai esta casa e não deixe nenhum mal entrar. Afastai as coisas ruins, venha conosco ficar. Minha alma vos pertence, só a vós posso entregá-la. Prometo, do fundo de minha alma, só por vossa lei me guiar. Penso em vós a todo o instante, estais acima de tudo. Pelo amor que vos tenho é que eu vivo neste mundo.

Iluminai minha casa e nunca a deixai no escuro. A de minha mãe e meu pai, de meus irmãos e de todos. Abençoai cada quarto, sala e cozinha. Abençoai todo teto, paredes e escadarias. Abençoai onde piso. Abençoai todo o dia. Abençoai esta casa como a de José e Maria. Fazei tudo espiritualmente, traga paz e alegria.

Afastai toda a tristeza, fique em nossa companhia. Dê a todos fé, amor e humildade toda a vida. Dê a todos que precisão, consciência Divina. Fazei na casa de meus pais, como fizestes no Rio Jordão. Com a água pura a santa, abençoai João. Fazei com todos os vossos filhos e com todos os meus irmãos. Ponde Luz em todas as casas, acabai com a escuridão. Usai todo o vosso poder, cuide sempre desse lar. Fazei com que todos se unam e possam sempre se amar. Não esquecei um só dia, de vir nos visitar. Sentai conosco na mesa, quando formos nos alimentar. Deus de amor, meu Pai eterno, jamais esquecei de nós.

Ajudem em todas as casas crianças, pais e avós. Aceite o meu pedido, eu confio em vós. Não deixai ninguém sofrer, nunca nos deixai a sós. Abençoai esta casa como abençoastes tudo aqui.Prometo de coração sete vezes repetir: 'Meu Deus, eu Vos amo, vivo somente para Vós. Vossa lei e mandamentos sempre hei de seguir'. Amem".





De Franco Guizzetti, do site Esotérico:

Oração para afastar maus espíritos da casa e empresa
"Em nome de Deus todo poderoso, que os maus espíritos se afastem de mim e que os bons me sirvam de proteção  contra eles! Espíritos malévolos, que inspirais aos homens maus pensamentos; espíritos trapaceiros e mentirosos, que os enganais; espíritos zombeteiros, que brincais com a credulidade deles, eu vos afasto com todas as forças de minha alma e fecho meus ouvidos às vossas sugestões, mas imploro para vossa misericórdia de Deus.

Bons espíritos que generosamente me amparais, dai-me a força para resistir a influência dos maus espíritos e as luzes necessárias para não ser enganado pelas suas artimanhas. Preservai-me do orgulho e da vaidade; afastai do meu coração o ciúme, o ódio, a malevolência e todo sentimento contrário à caridade, que são outras tantas portas abertas aos espíritos maus. Que assim seja! Graças a Deus!"




Uma oração Wicca:

Fumaça do ar,
E fogo da terra
Limpe e abençoe
Esta casa e sua lareira
Mande para longe
Todo dano e todo medo
Apenas Deus
Pode entrar aqui.





Da umbanda:

Sente-se tranquilamente, coloque um copo de água, acenda um incenso e diga estas palavras em voz alta:
Dentro do círculo infinito da divina presença que me envolve inteiramente, afirmo:

Há uma só presença aqui, é a da harmonia, que faz vibrar todos os corações de felicidade e de alegria.
Quem quer que aqui entre, sentirá vibrações da divina harmonia.
Há uma só presença aqui é a do amor.

Deus é o amor, no amor eu vivo, me movo e existo.
Quem quer que aqui entre, sentirá a pura e santa presença do amor.
Há uma só presença aqui, é a da  verdade.
Tudo o que aqui existe, tudo o que aqui se fala, tudo o que aqui se pensa é a expressão da verdade.
Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da verdade.

Há uma só presença aqui, é a da justiça.
A justiça reina neste recinto, todos os atos aqui praticados são regidos e inspirados pela justiça.
Quem quer que aqui entre sentirá a presença da justiça.
Há uma só presença aqui, é a presença de Deus.
O bem.

Nenhum mal pode entrar aqui.
Não há mal em Deus.
Deus, o bem, reside aqui.
Quem quer que aqui entre, sentirá a divina presença do bem.
Há uma só presença aqui, é a presença de Deus, a vida.
Deus é a vida essencial de todos os seres, é a saúde do corpo e da mente.

Quem quer que aqui entre, sentirá  a presença da vida e da saúde.
Há uma só presença aqui, é a presença de Deus, a prosperidade.
Deus é prosperidade, pois ele faz tudo crescer e prosperar.
Deus se expressa na prosperidade de tudo o que é empreendido em seu nome.
Quem quer que aqui entre, sentirá a divina presença da prosperidade e da abundância.

Pelo símbolo da luz estou em vibrações harmoniosas com as correntes universais da sabedoria, do poder e da alegria divinas que é profundamente sentida por todos  os que aqui penetram, na mais perfeita comunhão entre meu eu inferior e meu eu superior, que há deus em mim.
Consagro este recinto  a perfeita expressão de todas as qualidades divinas que há em mim e em todos os seres.
As vibrações do meu pensamento  são forças de deus em mim, que aqui ficam armazenadas e daqui se  irradiam para todos os seres, constituindo este lugar num centro de emissão e recepção de tudo quanto é bom, alegre e próspero.
Assim seja!

Prece final:
Agradeço-te deus, porque este recinto está cheio de tua presença.
Agradeço porque vivo, me movo e prospero em ti.
Agradeço-te, porque recebo tua vida, verdade, saúde, prosperidade, paz, alegria, sabedoria e amor.
Agradeço-te porque todos os que aqui entrarem sentirão a tua presença.
Agradeço-te porque estou permanentemente em fraternas vibrações com todos os seres.
Assim é! Amém!



Do Espiritismo Kardecista:

Oração para afastar maus espíritos da casa e empresa

"Em nome de Deus todo poderoso, que os maus espíritos se afastem de mim e que os bons me sirvam de proteção contra eles! Espíritos malévolos, que inspirais aos homens maus pensamentos; espíritos trapaceiros e mentirosos, que os enganais; espíritos zombeteiros, que brincais com a credulidade deles, eu vos afasto com todas as forças de minha alma e fecho meus ouvidos às vossas sugestões, mas imploro para vós a misericórdia de Deus.

Bons espíritos que generosamente me amparais, dai-me a força para resistir à influência dos maus espíritos e as luzes necessárias para não ser enganado pelas suas artimanhas. Preservai-me do orgulho e da vaidade; afastai do meu coração o ciúme, o ódio, a malevolência e todo sentimento contrário à caridade, que são outras tantas portas abertas aos espíritos maus. Que assim seja! Graças a Deus!"



Do Feng Shui - Oração de São Miguel


Proteção do lar e família São Miguel Arcanjo 

Este lar é protegido e guardado por anjos guardiões sob a orientação de São Miguel Arcanjo. Suas espadas estão colocadas sobre as portas de entrada, para que nenhuma presença negativa e nenhum mal possa aqui entrar, suas asas estão abertas em volta desta casa amparando-nos e protegendo-nos, seus mantos estão estendidos sobre cada um dos membros desta família para que possamos participar de todas as nossas atividades diárias em completa segurança e profundo bem-estar, sobre esta casa, está a grande luz protetora de São Miguel Arcanjo, seus anjos estão colocados nos quatro cantos desta casa protegendo-a em cima e embaixo, à direita e à esquerda, na frente e atrás. Sob as bênçãos de São Miguel Arcanjo cada pessoa que aqui entrar sentir-se-á envolvido pelo amor, saúde, prosperidade.








segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Air Fryer - Vantagens e Desvantagens





Há uma semana, adquiri uma fritadeira elétrica Air Fryer. Tenho usado-a todos os dias, testando as dezenas de receitas que encontrei no YouTube. Elas são boas, mas não são perfeitas, como mostram na TV. 

A fritadeira que eu comprei, não é aquela, top de linha; porém, minha irmã tem uma daquelas que custam uma fortuna, e pelo que pude observar, a minha faz tudo que a dela faz com a mesma eficiência e no mesmo período de tempo. 

Vou enumerar as vantagens e desvantagens que pude perceber agora, após uma semana de uso diário:

VANTAGENS

-Ela frita sem gordura, o que é um grande avanço para a saúde, e excelente para quem tem colesterol alto ou está de dieta.

-Você coloca o alimento dentro dela, marca o tempo de cozimento e a temperatura corretos, e pode relaxar: não precisa ficar diante dela, como faz quando está cozinhando na frente de um fogão, temendo que a comida queime. Pode ir tomar seu banho, assistir seu filme, molhar  a plantinha... assim que o alimento fica pronto, ela apita e desliga sozinha.

-Nunca mais você terá um fogão sujo de óleo para limpar! Nunca mais sua casa ficará cheirando a gordura. Ela não solta fumaça, não espirra óleo ou gordura em volta e é muito silenciosa. 

-Ela é maravilhosa para salsichas, que ficam perfeitas. 


DESVANTAGENS

-A batata frita não fica igualzinha a que aparece na TV, como se tivesse sido frita no óleo, crocante e macia. Pelo menos, a minha não ficou. Ela fica bem mais seca, menos crocante, e se você não cortar os palitos todos do mesmo tamanho, alguns cozinharão (ou fritarão) mais rápido do que os outros, e alguns ficarão crus. Corte tudo milimetricamente do mesmo tamanho! 
Ainda não testei, mas em um dos vídeos que assisti no YouTube, alguém aconselhou a ferver as batatas antes de colocar na fritadeira, e misturar nelas uma colher de azeite.
Ou então comprar daqueles pacotes de batatas fritas congeladas, que vem absolutamente besuntadas... de gordura! Mas se for assim, qual a vantagem da fritadeira elétrica, não é?

-A carne fica um pouco dura, embora cozinhe bem. Ao retirá-la da panela, vi a extensa camada de gordura que ficou por baixo. Mas dizem que a gordura é o que dá maciez à carne. Daí, é uma questão de escolha: você quer comer carne macia ou sem gordura? Bem, como eu quase não como carne, este não será um problema para mim. Cozinhei-a mais para testar a panela.

DICAS

-Como eu disse antes, corte os alimentos todos do mesmo tamanho antes de colocar na panela.

-No meio do cozimento, abra a panela e mexa o conteúdo para que fique tudo cozido por igual.

-Ela é boa para fazer pastel, mas eu untei  os pasteizinhos com um pouco de manteiga - pouquinha - para que ficassem douradinhos. Usei gordura, mas bem menos do que a frigideira cheia de óleo que é usada de costume. 

-Assista aos vídeos de receitas e tutoriais no YouTube para poder testar várias receitas e aprender a usar a panela corretamente, aproveitando-a mais. Ali em cima, deixei um link  de um unboxing. 













sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Amar a Chuva




Eu estava cansada, e com muito calor: tinha acabado de fazer várias coisinhas na casa - todo mundo sabe que quando se trata de casa, uma coisinha leva à outra, e quando a gente vê, já se passaram várias horas. O céu de repente ficou escuro, e começou a ventar.

A fim de me refrescar, fui para a varanda. E começou a chover forte.

Não hesitei: corri lá para o gramado, e fiquei debaixo da chuva!

E como foi bom! Senti a chuva me encharcando aos poucos, até que a camiseta colou na pele. Tirei os chinelos, ficando descalça, os fios de grama entre os dedos. Olhei para cima, e vi as gotas que caíam das folhinhas do cipreste. Há tempos não me sentia tão viva.

E foi então que uma coisa engraçada começou a acontecer: de repente, não era mais eu; éramos nós. Tudo era eu, eu era tudo. Não durou muito tempo, quem sabe, uns cinco ou dez minutos - perdi a noção do tempo. Mas eu tive um momento especial, e me lembrei quando algo semelhante me aconteceu quando eu ainda era uma adolescente, num final de tarde, após uma chuvarada de verão.

Nem preciso mencionar aqui o quanto eu me senti mais leve...

Recomendo a quem for: tire as sandálias e vá para a chuva! É grátis, refrescante e inexplicável. Só tentando para saber. 




domingo, 29 de janeiro de 2017

As Plantas e Sua Interação Com as Pessoas



Gosto de ter plantinhas em casa. Além de embelezar e enfeitar, elas deixam a atmosfera mais pacífica. Infelizmente, não tenho muito tempo para dedicar-me a elas como  merecem; porém, mantenho um jardineiro vindo aqui a cada quinze dias, e sempre que posso, vou lá para fora regá-las e apreciá-las. Gosto de ter plantas à janela da sala de estar, enfeitando o peitoril, e frequentemente, troco os vasinhos por novos, que compro em floras ou supermercados. Estas plantas que compramos em vasinhos, recebem adubo em grandes quantidades; é por isso que elas são tão bonitas e floridas. Mas elas entregam, forçadamente, toda a sua energia vital em um curto espaço de tempo devido à adubação exagerada, e por isso, a maioria delas morre em um curto período de tempo.




Se as suas plantinhas estão começando a murchar, observe o seguinte:

-Estou regando demais ou de menos?
-Estou deixando-a tempo demais no sol?
-Estou me esquecendo de colocá-la no sol?
-Será que estou tentando cultivar dentro de casa uma planta que gosta de estar lá fora?
-Falta nutrição?
-Excesso de zelo, ou falta dele?

Costumo juntar pó de café usado, e colocar em meus vasos de plantas. Elas adoram! Também coloco adubo, mas sempre em pequenas quantidades, e apenas uma vez por mês ou menos: olho para a planta, e se achar que ela está precisando, coloco uma colherinha de adubo.


Muitas vezes, por mais que a gente cuide de uma planta, ela começa a murchar ou secar. Quando as plantas adoecem e não reagem aos nossos cuidados, a melhor coisa a se fazer é jogá-las fora. Reaproveito a terra dos vasos para jogar em canteiros. Há várias razões - além das já conhecidas pragas - pelas quais uma planta murcha de repente e morre. O que eu tenho observado, é que elas são extremamente sensíveis às energias que as cercam, e que constantemente, as absorvem. Quem sabe, alguém que visitou sua casa não estava muito bem? Talvez você mesma não esteja com uma energia muito boa, e está passando isso para as plantinhas. Nesse caso, elas servem como pára-raios de más energias, que elas absorvem e neutralizam - mas que acaba por matá-las. Se isso acontecer, elas cumprimaram uma missão, livrando você de algo muito ruim. Agradeça ao invés de se lamentar, e substitua a plantinha morta por outra!




Eu sempre fico triste quando entro em floras ou supermercados onde há plantas murchando, a terra totalmente seca. Afinal, elas são seres vivos e merecem cuidados e atenção! Quando há um bebedouro por perto, eu mesma vou lá, recolho um pouco d'água e jogo nelas. Fico pensando que não custaria nada para quem trabalha nesses locais, cuidar um pouco das plantinhas...



Não tenho plantas dentro de casa, porque nunca consigo cultivá-las por muito tempo. Elas sempre acabam secando e morrendo, ou então, são atacadas por pragas. Prefiro tê-las do lado de fora, plantadas em canteiros ou vasinhos. Dizem que as plantas têm também o poder de despertar as energias, além de combater as negativas; abaixo, uma listinha de plantas e suas propriedades:



Rosas - Elas acompanham nossos ritos de passagem - aniversários, casamentos e outras ocasiões que representam passagens. Já reparou que, ao pensar em presentear alguém com uma flor, a primeira que vem à cabeça, é a rosa?




Lavanda- Além de lindas e perfumadas, elas são relaxantes e combatem o estresse.




Margaridas - Através de sua simplicidade, elas transmitem confiança e afeto. 



Violetas - Dizem que nunca se deve presentear alguém com vasinhos de violeta, pois ao invés de doar energias, elas as absorvem e roubam... será? De qualquer maneira, elas incentivam a humildade e a delicadeza. Bem, se suas violetas - plantas de difícil cultivo - andam morrendo com facilidade, verifique como anda a atmosfera de sua casa!




Girassol - É claro, esta é a planta da alegria e da expansão!




Jasmin - Seu perfume afasta as energias negativas, purifica, alegra e combate o mau-olhado. 




Árvore da Felicidade - É aconselhável ter as duas espécies juntas: macho e fêmea. Elas trazem felicidade e prosperidade à casa e ao casal. 



Alecrim- Vive adoentado? Teha alecrim em casa! Ele oferece a cura. Dizem que em uma casa onde o alecrim não vinga, há problemas sérios.



Manjericão - Além de servir de tempero para vários pratos, o manjericão é a planta da prosperidade. Se estiver precisando de emprego, ou querendo melhorar sua colocação no emprego atual, tome banho com folhas de manjericão e mentalize o que deseja.




Arruda - Todo mundo sabe para que a arruda serve: ela combate a inveja. Provavelmente, sua avó e sua mãe já sabiam disso! Se a arruda morrer, saiba que cumpriu seu papel. 



Hortênsias - Elas ajudam quem estiver desejando cultivar melhor o lado espiritual. Elas promovem a união entre as pessoas, dissolvendo a solidão.




Primaveras- Elas podem ser cultivadas de três maneiras: quando podadas, viram lindos arbustos ou cercas vivas, mas se deixadas ao natural, transformam-se em árvores frondosas e muito floridas. Plantadas sobre o muro ou portão de uma casa, são excelentes escudos contra ladrões e energias negativas. 




Antúrios - Através de seu formato, invocam a energia masculina. Se quiser apimentar a vida sexual, plante-os em casa! Também são excelentes para escritórios e lojas. 




Hibiscos - A primeira imagem que me veio à cabeça ao mencioná-los, foram aqueles filmes antigos de Elvis Presley, filmados no Hawaii. Plantas exóticas com flores grandes, coloridas e sensuais. Estimulam o amor e a paixão, o romantismo e os relacionamentos amorosos. 



Azaléias - em várias cores e formatos, essas lindas flores são ótimas auxiliares para quem está passando por momentos difíceis de luto e perda, pois ajudam muito a alegrar o ambiente. Trazem consolo, conforto, aconchego e segurança. 



Comigo-ninguém-pode - São muito venenosas, portanto, cuidado! A grande vantagem no cultivo dessas belas folhagens, é que elas combatem e neutralizam energias negativas, inveja e maledicência. Boas para serem cultivadas junto ao portão de casa, ou em vasos à porta de estabelecimentos comerciais. 




As árvores frutíferas, além de alegrarem a casa ao atrair pássaros e borboletas, transmitem a energia da abundância e da fartura. Existem espécies que crescem rapidamente, como as pitangueiras, bananeiras e laranjeiras.




Escolha a sua plantinha, e mãos à obra!