segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Menos é Mais; É Mesmo?








Assistindo a um reality show, fiquei sabendo das peripécias de uma família americana de classe média alta (pais e dois filhos adolescentes) que trocou sua residência - uma casa grande, confortável e muito bonita, em um bairro residencial muito bom - por uma cabana de dois cômodos próxima a um lago. O local escolhido era bonito e bucólico, mas um pouco longe da chamada 'civilização.' 

Durante o programa, enquanto a cabana era construída com materiais recicláveis e madeira certificada, as pessoas tinham que escolher o que levar e o que deixar. A maioria de seus pertences teve que ser vendida, doada ou levada para um depósito, pois a cabana mal comportaria a família; dirá seus pertences! Notei o quanto foi difícil para os adolescentes livrarem-se de coisas como skates, pranchas de surf, Cds, aparelhos de som e computadores. Um exercício de desapego, sem dúvida, mas um tanto exagerado...

Finalmente, o programa mostra a família totalmente "adaptada" ao novo lar, com seus sorrisos forçados posando para a câmera a fim de darem o exemplo do quanto é bom desapegar-se e levar uma vida mais "sustentável."  Pensei no quanto seria difícil para mim ter que viver em um local tão pequeno, livrando-me dos meus livros, CDs, vinis, objetos que eu adoro, meu jogo de sofás que é tão confortável e outras coisas que possuímos. Se fosse realmente preciso, eu os deixaria para trás sem arrependimentos, mas por que desfazer-me de coisas que amo se não é necessário fazê-lo?

Penso que daqui a alguns anos, teremos que nos livrar de muitas coisas, pois estamos envelhecendo e esta casa é grande demais para um casal de velhos - e ainda tem escadas por dentro e no jardim. Mas a nossa hora ainda não chegou. Enquanto for possível, desfrutaremos das coisas que conseguimos através do  suor do nosso trabalho, e nenhum arquiteto moderninho ou ecologista maluco vai nos convencer do contrário.

É triste, ver o quanto as pessoas se submetem a modismos e exageros a fim de obterem dos outros opiniões favoráveis sobre eles mesmos!




Um comentário:

  1. Oi Ana!
    Eu me arrependo de ter dado ouvidos aos que insistiram para que eu me desfizesse de objetos, pertences de pessoas queridas que morreram. Dei ouvidos...
    Não deve mesmo haver exageros no desapego. E os sentimentos devem ser bem examinados.
    Um beijo!

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